
Lucros Cessantes no Seguro Empresarial?
Uma cobertura importantíssima, para seu negócio.
• A cobertura que mais salva empresas - e a menos contratada!
De todas as coberturas disponíveis no seguro empresarial, os Lucros Cessantes são, ao mesmo tempo, a mais estratégica e a menos conhecida. Muita gente ouve o nome e não entende o que significa. Vamos explicar.
Imagine que um incêndio destrói parte do seu estabelecimento. O seguro básico cobre a reforma do imóvel e a reposição dos equipamentos - mas o que cobre suas despesas durante os meses em que você está fechado? Quem paga o aluguel, os salários dos funcionários, o contador, a energia elétrica e as demais contas fixas enquanto a empresa não funciona? E o lucro que você deixa de ter nesse período?
É exatamente isso que a cobertura de lucros cessantes faz: ela garante uma indenização pelo período em que a empresa ficou paralisada em decorrência de um sinistro coberto, como incêndio, alagamento ou roubo. A indenização é calculada com base no faturamento médio do negócio e cobre as despesas fixas e o lucro líquido que deixou de ser obtido.
Estimativa de preço: A cobertura de lucros cessantes é um adicional ao seguro empresarial. O custo varia conforme o faturamento da empresa e o prazo máximo de indenização contratado (geralmente de 3 a 12 meses). Para a maioria das PMEs, o acréscimo no prêmio fica entre R$ 30 e R$ 150 por mês - um valor pequeno diante do risco.
Exemplo real: Uma clínica odontológica sofreu um alagamento severo. O equipamento odontológico foi destruído e a clínica ficou fechada por 4 meses. O seguro cobriu a reposição dos equipamentos (R$ 180.000) e, pela cobertura de lucros cessantes, pagou R$ 28.000 por mês durante os 4 meses de paralisação - total de R$ 112.000 que garantiu a manutenção da equipe e o pagamento das contas fixas.
A cobertura de lucros cessantes em seguros empresariais segue as normas da SUSEP e precisa estar expressamente descrita na apólice, com o prazo máximo de indenização e a forma de cálculo da indenização claramente definidos. O segurado tem o direito de solicitar a memória de cálculo da indenização em caso de sinistro.
Fique atento(a): Muitos empresários contratam lucros cessantes com um prazo de indenização de apenas 30 dias — achando que "um mês dá para se recuperar". Na prática, obras, perícias, reposição de equipamentos e liberações burocráticas costumam levar de 2 a 6 meses. Contrate sempre um prazo de cobertura compatível com o tempo real que levaria para reabrir o negócio no pior cenário.
Seguro de Equipamentos e Máquinas: Como Funciona?
Quando seu equipamento é o seu negócio
Para muitas empresas, os equipamentos não são apenas ferramentas de trabalho - são o próprio negócio. Uma clínica que depende de aparelhos de diagnóstico, uma indústria com linhas de produção, um fotógrafo com câmeras e flashes, uma gráfica com máquinas de impressão: nesses casos, a perda de um equipamento pode paralisar completamente as operações.
O seguro de equipamentos e máquinas é uma modalidade específica do seguro patrimonial criada para proteger esses bens de alto valor. Ele cobre equipamentos fixos ou móveis, em uso nas instalações da empresa ou em trânsito, e pode ser contratado para praticamente qualquer tipo de maquinário: eletrônicos, industriais, médico-hospitalares, agrícolas e muito mais.
As principais coberturas incluem: danos por acidente (queda, colisão, impacto); danos elétricos (curto-circuito, variação de tensão, descarga elétrica); quebra mecânica acidental (peças internas que falham durante a operação); roubo ou furto do equipamento; e danos durante transporte ou instalação.
O custo do seguro de equipamentos é calculado sobre o valor de reposição do bem. A taxa média gira entre 0,4% e 2% ao ano sobre esse valor, dependendo do tipo de equipamento e dos riscos cobertos. Um equipamento médico avaliado em R$ 200.000, por exemplo, pode ser segurado por R$ 800 a R$ 4.000 por ano.
O seguro de equipamentos e máquinas também é regulado pela SUSEP e segue as normas gerais de seguros patrimoniais. Empresas que operam com equipamentos financiados ou em leasing frequentemente têm a contratação do seguro exigida como condição contratual pela instituição financeira - o que torna essa cobertura ainda mais relevante na prática.
Fique atento(a): Atenção ao conceito de "valor de reposição" versus "valor de mercado". Equipamentos tecnológicos tendem a se depreciar rapidamente no mercado, mas o custo de reposição por um modelo equivalente e funcional pode ser alto. Se você segurar pelo valor de mercado de um equipamento antigo, a indenização pode ser insuficiente para repor a capacidade produtiva da empresa. Prefira sempre segurar pelo valor de reposição por novo.
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